Ovelha Crioula: nacionalidade brasileira

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Na Fazenda Caixa Dágua temos como moradoras ilustres um rebanho de ovelhas da raça Crioula.

O curioso sobre essa raça – e o que nos dá mais orgulho – é que ela é considerada local, tendo sido introduzida no Rio Grande do Sul pelos padres jesuítas, durante o século XVII. O reconhecimento da sua nacionalidade se deu em meados da década de 70, pela Embrapa Pecuária Sul, que fez um mapeamento genético até descobrir seus ancestrais.

A Crioula vem cruzamento das raças Lacha, Romney Marsh e Corriedale. Possui tamanho médio, quando comparada às demais raças ovinas brasileiras. São animais ativos, só andam em bando e têm aguçado instinto de defesa, porém são muito meiguinhas e fáceis de lidar.

Mas vamos ao que interessa: a lã.

Seu velo pode ser formado por dois tipos de fibra. Um deles é constituido por mechas cônicas e longas, com pouca densidade e diâmetro muito variável, lisas ou discretamente onduladas. Junto à pele pode ocorrer uma camada de lã, composta de fibras mais finas e curtas, com muitas ondulações irregulares.

Por essas características, seus fios são ligeiramente ásperos e muito resistentes, ideais para peças de vestuário que não ficam em contato direto com a pele, acessórios e decoração.

Aqui na Fazenda a gente preferiu não tingir e aproveitar ao máximo o que veio naturalmente: as cores que variam do branco ao preto, passando por um marron intenso como chocolate. Essas cores normalmente seriam descartadas pela indústria, que há anos vem fazendo seleção genética, preferindo lã branca e colocando em risco de extinção bichinhos de outras cores.

>> Conheça o fio Da Fazenda feito com lã das ovelhas Crioulas.

 

*** Fonte: ARCO – Associação de Brasileira de Criadores de Ovinos

Sobre Fazenda Caixa Dágua

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